Crente pode beber cerveja ou vinho?

Tempo de leitura: 3 minutos

Uma das perguntas mais recorrentes no meio evangélico é se o “Crente pode beber cerveja ou vinho?”. Vamos analisar o fato nos tempos de Jesus, mas antes, considere conhecer alguns materiais de estudos bíblicos e aprendizado da palavra:

A cerveja e o vinho nos tempos de Jesus.

Jesus não transformou a água em Sukita ou em suco de uva, era vinho! O melhor dos vinhos! Jesus foi acusado de ser um “glutão, bebedor de vinho e amigo de publicanos e pecadores…” E alguém ainda foi além: “Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio?” (João 8:48).

É certo que informações históricas sobre o cotidiano da época de Jesus nos relata que uma das bebidas mais consumidas era a cerveja e obviamente o vinho. Jesus ao falar sobre utiliza-se do processo de fermentação do vinho, veja em Lucas 5:37. Mas então…

Crente pode beber cerveja ou vinho?

Crente pode beber cerveja ou vinho

O problema para os fariseus daquela época e também para os de hoje, é que Jesus foi o ser mais equilibrado que pisou nesta terra. Ele não era glutão, só gostava de uma boa comida! Então a conclusão que temos é que o vinho não é pecado, mas a embriaguez sim!

Estude Teologia hoje mesmo!

O “beber socialmente” na nossa sociedade se tornou a embriaguez! Quantos que já não se foram por causa da bebida alcoólica? E quantos ainda não vão perder a vida em acidentes causados por quem estava “bebendo socialmente”? “Examine-se o homem a si mesmo…” diz Paulo. Você acha que beber algum tipo de bebida alcoólica não irá te prejudicar? Então faça! Quem sou eu para te jugar? Pois se você conhece os seus limites e acredita que sabe a hora de parar, beba o que quiser! Mas sempre lembrando que tudo em excesso faz mal! Dar amor em excesso aos filhos, os tornam mimados. Beber água em excesso, também não é bom. Mas nem por isso deixamos de amar os nossos filhos ou deixamos de beber água.

Se você acha que não conseguirá se controlar, é melhor que não o faça! Não será nada divertido para você se expor ao escândalo. A fé em Cristo cria este limite em nós. Tudo é permitido mas nem tudo convém. Tudo é permitido mas nem tudo edifica. Então refazendo a pergunta: “Eu posso beber cerveja ou vinho?”. Vamos parar de generalizar e dizer: “o crente não pode, então eu também não posso.” A sua consciência, para você, deve ser mais importante que a minha. Pense de modo independente: “eu possuo consciência suficiente para entender o que a bebida alcoólica pode trazer para dentro do meu lar, para dentro do meu coração? Ela fará mal a minha saúde? Fará mal a minha família?” Se você acredita que pode beber, como já disse, beba! Se não, é melhor que não beba!

Então para finalizar, não fique pensando em nome do “cristianismo”. Tenha intimidade suficiente com você mesmo e com Deus para decidir o que é bom para você! “Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.” O Jesus do cristianismo normalmente anda de roupa branca, está sempre em forma e sai por aí condenando todo mundo. O Jesus da bíblia é homem, como eu e você, sujeito as mesmas paixões e aos mesmos problemas mas que venceu dizendo a uma mulher que seria apedrejada “eu não te condeno.” O Jesus do cristianismo é assim porque foi moldado pelos homens ao longo da história. O Jesus do cristianismo diz: “não”, o Jesus da bíblia diz: “sim”. O Jesus do cristianismo diz: “vai para o inferno”, o Jesus da bíblia diz: “Na casa do meu pai, há muitas moradas”. Creia no que Deus te mostrar e viva a vida com esse Apocalipse!

Até já!

42 Comentários

    1. iara

      o mundo todo gostaria assim , porque no mundo jaz o maligno e tudo que for falado para mudar o que Jesus nos ensina é maravilhoso para quem quer viver a vida como o mundo vive ou seja, como bem entende . Nao ameis o mundo nem oque no mundo ha .
      se alguem ama o mundo o amor do pai não esta nele. 1 joão 2: 15

      Adulteros e adulteras, não sabeis vos que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. ou cuidais vos que em vão diz as escrituras : o Espírito que em nós habita tem ciúmes ? Antes , dá maior graça. portanto , diz : Deus
      resiste aos soberbos , dá porém , graça aos humildes. sujeitai-vos, pois , a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vos Tiago 4: 4 ao 7 portanto não é o que eu acho mas oque a bíblia fala .

      Mais uma vez diz na biblia : já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu , mas Cristo vive em mim e a vida que agora vivo na carne , vivo-a na fé do filho de Deus, o qual me amou , e se entregou a si mesmo por mim
      Galatas 2:20
      O mesmo Jesus que disse a essa mesma mulher : eu não te condeno . também disse em seguida para a mesma mulher : vá e não peques mais.
      evangelho de João capitulo 8 versiculo 11 . então, como o nosso amigo mesmo falou versículo isolado , fora de contexto tá mais pra burrice ou querer torcer mesmo a palavra de Deus .

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      1. JOSIAS DA SILVA OLIVEIRA

        Faou falou e não falou nada.
        Cristo vive em mim realmente, e Cristo tomava um vinho, logo eu….. Rsrsrsrs
        Brincadeiras a parte te digo pra estudar a bíblia e discernir o que ela diz é parar de julgar os outros

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        1. Gabriel

          O único momento bíblico que Cristo bebeu “vinho” foi na Santa Ceia fora disso nunca vi.

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  1. Thiarley

    Boa explicação!!!queria saber mais sobre os ambientes que posso me adequar.

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    1. Olá Thiarley! A melhor indicação que te dou é utilizar o bom senso! Quem possui bom senso sabe a hora de chegar, de sair, de insistir e de desistir!
      Fica na Paz!

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  2. Jônathas Rodrigues

    Acredito que conforme a Bíblia diz ” o que provém de fé não é pecado”, porém, também devemos entender que “se o comer faz seu irmão tropeçar, não coma” ( MALDITO AQUELE QUE SERVE DE TROPEÇO). Também concordo que beber não é pecado, mas não é por isso que vamos sentar em um bar e “tomar uma”, acredito que se for fazer, em casa escondido, entre você e Deus, pra que nada em nós faça o irmão tropeçar. Mesmo porque não devemos de modo algum abrir brecha à satanás, sendo vigilantes o tempo todo, não dando lugar ao diabo.
    Espero que tenha sido claro e objetivo.
    whats app 67 91596859
    paz do Senhor Jesus.

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    1. Perfeito. Quando mais jovem, eu havia passado em um concurso e fui com amigos conmemorar. Todos pediram cerveja e eu pedi um guaraná. Pois não passou na hora um “irmão” da igreja que me dedurou, dizendo que eu estava bebendo cerveja com incrédulos? resultado, tomei uma geladeira e me expulsaram do conjunto (era assim que se chamavam antigamente o que hoje virou “bandas” ou “levitas”).
      Ah sim, anos depois esse “irmão” se desviou da igreja e se tornou… alcoólatra.
      Eu continuo aqui, tentando servir a Deus da melhor forma que puder, só que evito tomar guaraná em boteco.

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      1. ladymara

        É difícil para nos cristãos Georges. Eu por exemplo, bebo vinho e minha vida espiritual segue em frente nao parei na caminhada, mais bebo e nao me embriago. O próprio Apóstolo Paulo disse para Timoteo tomar de um pouco de vinho,

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    2. lindinalva

      se nosso corpo e tempo do espirito santo ,nao devemos ingerir bebidas alcolicas.

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  3. Tiberio

    Meu Deus, quanta polemica. A explicaçao, foi bem dada, saiba o seu limite, e fique em paz. Sobre a minha vida, nao cabe mais qualquer condenaçao, pois estou em Cristo e Ele em mim.

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  4. MICHEL

    HOJE O CRISTÃO ESTÁ MAIS PREOCUPADO EM DITAR REGRAS DO QUE CRER NO QUE O SENHOR DIZ,CHEGA DE DOUTRINA IMPOSTA!!! “NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ,PRA AQUELES QUE AMAM A DEUS”.

    VAMOS VIVER O QUE ESTÁ NA PALAVRA!!!

    VALEU PELO ESCLARECIMENTO.

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  5. Aldo Railan

    Acredito que as sagradas escrituras não necessariamente proibem o consumo de bebidas alcoólicas,mais realmente trata o fato da embriaguez,do domínio do vinho e da cerveja na vida do homem(Prv 20)então cabe a nós,a maturidade,conhecimento e o bom censo!

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    1. Obrigado pelo comentário Sebastiana!

      Haja conforme a sua consciência em Cristo e não se preocupe com “condenação”. Para quem está em Cristo não existe condenação!

      Fica na paz!

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  6. Carlos Paulista

    Muito boa a sua matéria, das que eu li na Net, a tua foi a mais imparcial, mostrando que a palavra final é a da bíblia e não a sua e nem a minha. Colocou as palavras certas deixando para cada um analisar com sua consciência. Oxalá todos pudessem fazer assim, não só neste tema, mas em todos os temas que envolvem a bíblia e o viver cristão e não querer “puxar a sardinha para sua brasa”,como muitos fazem.Deus te abençoe e continue sempre sendo verdadeiro, como convém a um servo de Deus.
    Que a paz do Senhor esteja com você e sua família!

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  7. Júnior Neves

    Vi sua postagem e decidi comentar! Creio que quando decidimos sobre todos as coisas não dá certo. Mas quando obedecemos a Deus, e Ele toma as decisões, dá certo. Pergunto: ‘Se posso beber cerveja ou vinho, com moderação, posso também fumar, adulterar, mentir, roubar, cobiçar, subornar… com recato?’. Como alguém me explica passagens como 1 Cor 6.9-11)(…mas haveis sido lavados….); Lc 17.26-29; Mt 24.48-51… e outras semelhantes, encontradas nas Escrituras? Por fim, leiam Efésios 5.18-20 e pensem muito sobre o que disse Jesus em Mateus 16.24-27. Não sou nem quero ser ‘santarrão’, ‘crentarrão’, mas, por conta de 2 Coríntios 5.17, posso viver sem bebidas, pois… “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…”(Gl 2.20). Cristo é maior para o crente fiel que o poder atrativo das bebidas. Ele é a única necessidade de nossas almas. Paulo, tão difundido no texto supra, disse o que se verifica em Filipenses 3.18-21. Deus, em Cristo, nos guarde no seu amor hoje é sempre. Paz.

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    1. box666

      E se a pessoa for viciada em…Coca-Cola, café, Red Bull? Não estará cometendo pecado? O importante é ter moderação, e não fazer da bebida o centro da sua vida (caso dos alcóolatras)

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  8. Bruna

    Ótimo artigo. De todos que tive acesso esse foi o que mais me identifiquei. Parabéns, que o Senhor continue lhe dando essa sabedoria e que possa compartilhar pra nós nesses momentos de incertezas. Obrigada!

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  9. ELIEZER HERMES DA SILVA

    Eu acredito que beber no limite de cada um, uma bebida fraca, não seja pecado para Deus. O problema é saber que companhias tens nesta bebida e quais as intenções, principalmente espirituais. Eu prefiro não beber! Fiquem com Deus.

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    1. LUIZ COSTA

      Esse é o meu problema ELIEZER, eu gosto de tomar uma cerveja, mas nunca gostei de ficar bêbado, eu tomo 2 latinhas com minha esposa, só que já comentei com ela que não é legal sentarmos na beira de uma praia, em uma mesa de bar e pedirmos um petisco e tomar uma garrafa. Eu só fico pensando na “pedra de tropeço” no que os outros irão falar, pois não sabem que tomei só uma garrafa ou uma lata. Esse é meu medo.

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  10. A paz Luiz ! Gostei muito da sua explicaçao muita gente bebe e nao comete pecado …porem ha os que nao bebem mais vive falando da vida dos outros …melhor seria se bebesse !kkkkk eu faço conciente de que nao prejudico a ninguem e tbm nao me embriago pois sei que nao devemos perder nossa consciencia …bjs fica na paz !

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  11. So evangélico, faço parte da banda da igreja, mais de vez enquanto bebo uma cerveja no social, na casa da minha mãe, na casa da minha sogra, nunca cheguei no ponto de fica embriagado.
    Ontem estava no quiosque na beira da praia bebendo uma cerveja com minha esposa. Vcs acham isso certo? to querendo entrega meu cartão de membro e fica de espectador la na minha igreja, pois muitos ver como erro, eu não acho errado. mais outras pessoas acham! Não vo fala nada com meu pastor pois sei que na maioria das vezes eles tem as mentes muito fechada para entender e vai me expor a um escândalo! o que vcs acham a respeito!?

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    1. Rafael, como disse no texto, não sou eu quem deve achar isto certo ou não, mas sim você. Se isto incomoda a sua consciência de cristão não faça mais. Sobre o seu pastor, respeite a opinião dele, se não concorda com ele basta procurar um lugar que esteja de acordo com as suas convicções, mas faça isso em paz. Tenho certeza que você encontrará um grupo de pessoas legais que terão a mesma visão que você.

      Fica na Paz!

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      1. rafael

        Então Henrique. esse ano quero da um tempo, mudar um pouco minha visão. visitar novas igrejas e principalmente me achegar mais perto de Deus. conheço muitos pastores que fazem uso de vinho alcoólicas mais é contra a bebida.. sinceramente acho isso certo, mesmo por que na igreja tem muitas pessoas que entraram na igreja preocurando melhorar de vida, presos aos vicius, tanto de drogra quanto de bebida, e se for liberado é uma porta aberta pro diabo entrar na vida da pessoa. então esse ano vo mudar meus pensamentos, buscar mais a cristo. e seja o que Deus quizer… graça e paz

        Responder

        1. Entendo Rafael. Essa é uma boa ideia: ampliar os horizontes com certeza gerará em você um resultado extremamente positivo (falo por experiência própria).
          Nos acompanhe e mantenha contato, ok!?

          Fica na Paz!

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  12. RESPONDENDO AS PERGUNTAS, QUE TANTO ME AFLIGIRAM NO INÍCIO DO MEU PERCURSO COM DEUS, E QUE PODERÃO ESTAR AFLORANDO NA BOCA DE MUITOS IRMÃOS.

    A BIBLIA PROIBE O CRENTE DE BEBER VINHO?

    AS REFERENCIAS BIBLICAS A VINHO SÃO A SUCO?

    NAS BODAS DE CANAÃ O VINHO ERA FERMENTADO?

    O VINHO DA SANTA CEIA ERA FERMENTADO?

    Começarei por citar a própria bíblia, para demonstrar como formei minha opinião, e que a chave da questão em apreço, SE ACHA NA PRÓPRIA BÍBLIA.

    Vejamos provérbios, onde exala toda a sabedoria de Deus através de seu servo Salomão:

    25:28 Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

    Respondendo à primeira pergunta, AFIRMO CATEGORICAMENTE COM RESPEITO E TEMOR À VERDADE BIBLICA, NA QUAL CREIO, NÃO, NEM BIBLIA NEM DEUS PROIBEM O HOMEM DE BEBER VINHO.

    Afirmo ainda que Deus e Jesus gostam de vinho, Deus porque o admitia nos holocaustos de animais em sua adoração, através das libações, sendo que o cheiro exalado pelo vinho aspergido no altar dos holocaustos, lhe era agradável, e Jesus porque o bebeu, e nos assegura que no dia da ressurreição o tomará connosco já no reino de Deus.

    Como deixei exaustivamente demonstrado, com as amplas referencias bíblicas, que fiz questão de transcrever com profusão, que não há qualquer proibição de Deus quanto ao consumo moderado de vinho, ou outra bebida alcoólica.

    O segredo, se posso usar esta palavra, reside no desejo de Deus, expresso amplamente, de que consigamos ter o domínio sobre a nossa própria carne corruptível, por forma a que não cometamos qualquer pecado. Isso mesmo qualquer pecado, não apenas o da bebedeira, ou da glutonaria, mas qualquer pecado.

    Deus quer que sejamos capazes de vencer nossa própria carne, nossos desejos, nossos vícios, nossa índole prevaricadora.

    AS REFERENCIAS BIBLICAS A VINHO SÃO A SUCO?

    Abordarei agora a resposta à segunda pergunta, de forma abrangente, tentando de forma despretensiosa, porém empenhada, sincera e tentando com verdade exprimir o que considero, a verdade expressa na bíblia, sem subterfúgios que podem ser perigosos e nos afastam do compromisso com a verdade a que estamos obrigados, e fomos expressamente advertidos por Deus.

    Devemos como cristãos, manter em qualquer circunstância compromisso inabalável com a verdade bíblica, sem meias verdades, nem interpretações forçadas, ou distorcidas para fundamentar a doutrina que defendemos.

    Registro mais uma vez, que não pretendo confrontar ou desacreditar doutrinas de irmãos, que verdadeiramente acreditam no que pregam e escrevem, mas tão só chamar a atenção, para algumas considerações em que baseiam suas crenças, não se encontram nas Sagradas Escrituras, e correspondem a interpretações humanas, quiçá descompromissadas com a verdade, inobstante imbuídas das melhores intenções, tentando afastar seus irmãos do pecado, que acreditam possa estar associado ao álcool, porém descurando um importante axioma, o do compromisso com a verdade e do livre arbítrio.

    Terei naturalmente que confrontar algumas doutrinas, largamente difundidas, procurando escorar suas afirmações acerca da proibição bíblica do vinho fermentado, e outras de que as referencias bíblicas ao vinho, na verdade se referem a suco de uvas frescas.

    Dividirei aqui também, para facilitar, entre Antigo Testamento e Novo Testamento, não sem antes fazer, uma referência genérica que desde logo, liquida a questão, em minha opinião.

    Ressalte-se de imediato, que como sabem todos os cristãos, independentemente de suas denominações de origem, que a Bíblia, é o único livro que condensa uma infinidade de autores e de épocas, sob uma coerência e concordância impressionantes. E isso porque ela Biblia foi influenciada/inspirada pelo próprio Deus.

    Ora isto quer dizer, como parece obvio, que essa coerência e concordância se estende entre os diversos livros e capítulos, do Antigo e Novo Testamento, afirmando-se inclusive em nosso meio, com verdade, que o Novo Testamento complementa, esclarece e cumpre o Antigo Testamento, não havendo o menor desfasamento entre um e outro, antes complementação coerente.

    De outro lado, pelas regras da hermenêutica e da exegese aplicáveis ao estudo bíblico, impossível, retirar conclusões que não estejam em concordância com a maioria das afirmações nela contidas, dando-lhe um significado antagónico fundamentado em claras exceções.

    Queremos com isto, afirmar que não é possível, quando a Biblia atribui na maioria esmagadora das referências ao vinho, seja no Antigo seja no Novo Testamento, a qualidade de alegrar e/ou intoxicar o homem, manifestamente afirmando o seu conteúdo alcoólico, dizer que o vinho bíblico é mero suco de uva.

    Que concordância, teríamos entre os diversos livros e capítulos, entre o Antigo e Novo Testamento, quando como provámos a generalidade das referencias bíblicas referem o vinho como alcoólico, e a afirmação de que o vinho bíblico é mero suco de uva.

    Com que coerência defendem que o vinho é maldito, pecaminosos e proíbem sua ingestão, se afinal se trata de mero suco de uva?

    Ou pior, quando defendem quando convém, que o vinho, porque supostamente condenada a sua ingestão na Biblia, é fermentado, e nas outras referencias é suco de uva, designadamente quando se fala em ultima ceia e bodas de canaã, qual a coerência, e que concordância existe?

    Não será que, estão os defensores desta conclusão, debaixo da sua “santidade”, demonstrando ao inverso, que afinal não há qualquer concordância, muito menos cumprimento do Novo em relação ao Antigo Testamento, negando desta forma a verdade bíblica que pretendem defender? Não será herética esta discordância que insistem existir nas Escrituras, para fundamentar suas crenças? Crenças de homens afinal!

    Se sistematicamente a referencia bíblica a vinho, nos informa do seu poder alcoólico, em variadissimas passagens, referindo-se a homens de fé importantes na Biblia, como Noé, Jó, Davi e outros que, inclusive se embebedaram com ele, e as advertências sobre as consequências naqueles que dele abusarem, como vamos entender, como querem alguns, que o vinho não era vinho mas mero suco de uva? Ou será que as advertências bíblicas e as alusões ao poder inebriante do vinho são falsas?

    Me parece, estarmos claramente numa tentativa de adulteração da Palavra de Deus, via interpretação incorreta, que esquece todas as regras da hermenêutica e da exegese, para apresentar conclusões que, se não ajustam aos fatos descritos na Biblia, em profusão esmagadora.

    Assim, desde logo parece indefensável a tese de que se tratava de suco de uva, o que é designado como vinho na maioria das traduções, ao argumento de que a palavra Grega para vinho “OINOS”, poderia significar, quer vinho fermentado quer vinho não fermentado, ou seja suco.

    Ressalte-se antes do mais, que suco de uva, com percentagem mínima de álcool, ainda assim não completamente isento (o suco de uva atual com toda a tecnologia moderna tem entre 0,5/1% de álcool), só foi possível após as descobertas cientificas de Louis Pasteur no seculo XIX, o que nos faz pensar com algum ceticismo num suco de uva existente alguns milénios antes de Cristo, e mesmo na época contemporânea a Ele.

    Se hoje, mesmo com a pasteurização, que é a técnica cientifica capaz de impedir a fermentação vínica das uvas, mantendo o seu gosto e açucares, ainda assim detém uma percentagem de álcool, ainda que ínfima, como poderemos defender que há centenas, mesmo milhares de anos atras, fosse possível produzir suco de uva, ou vinho não fermentado, sem qualquer percentagem de álcool?

    Vamos analisar então, se na linguística usada quer no Antigo quer no Novo Testamento, os defensores da ideia do suco, têm alguma razão.

    Vejamos em primeiro lugar, as palavras hebraicas empregues no Antigo Testamento e sua significação, e posteriormente as palavras Gregas do Novo Testamento.

    Vejamos desde logo que a língua hebraica usa dois termos distintos para vinho fermentado (YAYIN) e para suco, não fermentado portanto (TIROSH).

    NO ANTIGO TESTAMENTO

    O vocábulo hebraico “yayin” corresponde à palavra portuguesa “vinho” e sua primeira ocorrência está em Gênesis, como já documentámos:

    “E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha. E bebeu Noé do vinho (hebr. yayin), e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.” (Gênesis 9.20, 21).

    O termo yayin é palavra habitual para uva fermentada:

    “Esta é a palavra hebraica habitual para se referir à uva fermentada. É, em geral, traduzida por “vinho”. Tal “vinho” era bebido comumente como refresco: E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho” (Gn 14.18; cf. Gn 27.25).”
    (Vine, W. E.; F. Unger, Merril; White Jr., William. Dicionário Vine – O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do Novo Testamento, pág. 325, 2ª Edição/2003. Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD, Rio de Janeiro, RJ, Brasil). – O destaque é meu.

    Fica claro, pois, que o vinho ou uva fermentada se preferirem, era bebido como “refresco”, conforme nos ensina o dicionário Vine, foi esse o tipo de vinho que Melquisedeque – tipo de Cristo – trouxe para Abraão quando este veio da batalha, vinho fermentado.

    Ainda segundo o mesmo dicionário:

    “O “vinho” era usado para dar alegria, para fazer a pessoa se sentir bem sem ficar intoxicada (2 Sm 13.28). Segundo, o “vinho” era usado na alegria perante o Senhor. Uma vez por ano todo o Israel tinha de se reunir em Jerusalém. O dinheiro percebido pela venda do dízimo de toda a colheita seria gasto “por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR, teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa” (Dt 14.26). (…) O termo yayin descreve claramente uma bebida intoxicante”
    (Vine, W. E.; F. Unger, Merril; White Jr., William. Dicionário Vine – O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do Novo Testamento, pág. 326, 2ª Edição/2003. Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD, Rio de Janeiro, RJ, Brasil).

    Por outro lado, o vocábulo hebraico usado para expressar suco espremido da uva – eventualmente não fermentado é tîrosh, um termo completamente distinto de yayin:

    “Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto (hebr. tîrosh).” (Gênesis 27.28).

    Fica evidente a diferenciação entre yayin e tîrosh:

    “A palavra tîrosh é distinta de yayin no que se refere apenas ao vinho novo não completamente fermentado (mosto).”
    (Vine, W. E.; F. Unger, Merril; White Jr., William. Dicionário Vine – O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do Novo Testamento, pág. 326, 2ª Edição/2003. Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD, Rio de Janeiro, RJ, Brasil). Destaque meu.
    Embora seja dito que, “tîrosh” (mosto, ou vinho novo), não seja vinho completamente fermentado, tal afirmação não quer dizer que seja suco de uva, completamente isento de álcool.

    Ao contrário é completamente afirmado o contrário em Oséias 4.11, onde se vê com toda a clareza, que este “tiros” significando mosto, ou vinho novo, é claramente uma bebida embriagante:

    “A incontinência, e o vinho (hebr. yayin), e o mosto (hebr. tîrosh) tiram a inteligência”. (Oséias 4.11)

    A Sagrada Escritura coloca no mesmo patamar, a incontinência sexual, o vinho fermentado e o mosto (suco não fermentado), tiram a inteligência, se afirmando que não há qualquer diferença entre vinho e suco, se demonstrando mesmo que o chamado suco, embebeda.

    Isso mesmo, até o chamado Tirosh, traduzido por mosto ou vinho novo, querendo demonstrar suco não fermentado, É ENEBRIANTE:

    Não por acaso, em números, quando Deus dá a Lei do Nazireado, se proíbe não só a ingestão de vinho fermentado, como o próprio vinagre de vinho, uvas fresca e secas, bem assim como qualquer beberagem de uvas, aí se enquadrando por obvio o mosto, ou vinho novo ou suco de uva.

    6:3 “De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá.”

    NO NOVO TESTAMENTO

    No Novo Testamento, o vocábulo Grego “OINOS” traduzido para vinho, é referenciado mais de 30 vezes, e sua primeira ocorrência acontece em Mateus:

    9:17 Nem se deita vinho (gr. oinos) novo (gr. neós) em odres velhos; aliás, rompem-se os odres, e entorna-se o vinho (gr. oinos), e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.

    Afirmam alguns estudiosos que a palavra grega OINOS para vinho pode significar quer vinho fermentado, quer suco de uva – vinho não fermentado.

    Referem outros estudiosos que a palavra grega oinos só pode significar vinho não fermentado, quando indicada nas Escrituras acompanhado do adjetivo “novo” (Gr. neós).

    “O grego oinos também se refere a suco fermentado, salvo quando é acompanhado do adjetivo novo; mesmo assim, não se pode dizer que haja dois vinhos, um fermentado e outro não. O mosto chama-se vinho novo, e só se torna vinho por meio da fermentação.”
    (D. Davis, John – Dicionário da Bíblia, págs. 618, 619. 12ª Edição, Confederação Evangélica do Brasil, JUERP).

    Ressalte-se que a opinião abalizada de John Davis, enfatiza que não se pode afirmar, mesmo usando o adjetivo novo junto com vinho, que haja dois vinhos, porquanto o mosto a que também se chama vinho novo, só se torna vinho por intermédio da fermentação.

    Isto é, porque chamariam vinho, mesmo com o adjetivo novo, para significar vinho que só se chama assim após fermentação, tendo outra palavra do léxico grego usada precisamente para suco (gr. zomós).

    De qualquer maneira, ressalte-se que na passagem bíblica acima “nem se deita vinho novo em odres velhos, aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho…”, já significa que vinho novo se refere a vinho fermentado ou em fermentação, de outra forma não se romperiam os odres pela força da reação química da fermentação.

    Isto é, mesmo que a palavra Grega “Oinos” possa significar tanto vinho, como mosto ou vinho novo, em qualquer das traduções o vinho é Fermentado, alcoolico, em maior ou menor grau.
    Não há qualquer suporte para dizer que “oinos” significa suco de uva, nem mesmo quando se refere a vinho novo, porquanto neste já se iniciou, ou está em pleno processo a fermentação.

    O Novo Dicionário da Bíblia, Editor organizador J. D. Douglas, páginas 1664-5:
    “O termo ‘vinho novo’ não indica vinho que ainda não fermentou, pois de fato o processo de fermentação tem início quase imediatamente e é rápido, e o vinho não-fermentado não poderia ser disponível muitos meses depois da colheita da uva (Atos 2:13). O vocábulo representa antes vinho preparado dos primeiros sucos que escorrem antes de o lagar ser pisado. Assim sendo, seria particularmente potente, e seria imediatamente lembrado como uma possível explicação para aquilo que no dia de pentecostes parecia ser um estado de embriaguez. Os costumes modernos na palestina, entre um povo que é tradicionalmente conservador no que se tange às festividades religiosas, igualmente sugerem que o vinho usado era vinho fermentado.”
     
    O Dicionário da NVI, página 1019, diz sobre o vinho novo:
    “É suco recém-espremido da uva. Contém menos sabor e menos teor alcoólico por ser breve o seu processo de envelhecimento.”

    Resumindo, a palavra grega “OINOS” usada no Novo Testamento, traduz-se por:

    a) vinho: tradução comum. 

    b) vinho novo: nos relatos paralelos de Mateus 9:17, Marcos 2:22 e Lucas 5:37
    SERÁ QUE “VINHO NOVO” SIGNIFICA SUCO DE UVA NÃO-FERMENTADO?
    “E ninguém põe vinho novo (oinos) em odres velhos; do contrário, o vinho novo (oinos) rompe os odres, e entorna-se o vinho (oinos), e os odres estragam-se; o vinho novo (oinos) deve ser posto em odres novos.” — Marcos 2:22.
    Detalhe: Embora apareça quatro vezes, oinos foi traduzida 1 vez por vinho e 3 vezes por vinho novo. 
    Segundo Jesus, oinos, isto é, o “vinho novo”, não se tratava de um estático suco de uva não-alcoólico posto que “o vinho novo rompe odres.

    Onde refere-se a vinho no início da fermentação?
    Exemplo: Marcos 2:22, ao dizer “põe vinho novo em odres”.
    Onde refere-se a vinho fermentando?
    Exemplo: Marcos 2:22, ao dizer que “o vinho novo rompe os odres”.
    Onde refere-se a vinho fermentado?
    Exemplos: Lucas 1:15 ; Apocalipse 17:2

    Antes de adentramos no estudo referente às bodas de Canaã e da ceia do Senhor, vejamos, o que nos diz o Novo Testamento acerca de Jesus ter bebido vinho.

    Mateus 11.18, 19 “Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio. Veio o filho do homem comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada pelos seus filhos.”

    Ressalte-se que o fato quanto a mim, de que Jesus bebeu sim vinho fermentado, isso lhe não retira nem belisca minimamente a Sua santidade. Não é o fato de ter bebido vinho como vimos profusamente atrás, que o torna menos santificado.

    O que confirma perfeitamente a santidade de Jesus, é o ter regido seu comportamento perante o vinho, com moderação resultando que não se embriagava, denotando um comportamento exemplar, justificado pela sabedoria.

    As acusações proferidas pelos líderes religiosos contra Jesus de que era “beberrão” (ébrio), não passavam de calúnias, para denegrir a sua imagem, esses sim pretendendo retira-lhe a santidade que lhe era inerente e a qual sempre manteve incólome.

    BODAS DE CANAÃ

    Acerca desta passagem Bíblica, completamente distorcida por inúmeros teólogos, para justificar a sua preferencia religiosa, de que não poderia Jesus transformar água em vinho, pois isso estaria estimulando os convidados à bebedice, o que não se coadunaria com a santidade de Jesus.

    Dizem assim que o vinho servido não era fermentado. Lembremos do que demonstramos acima, que só podemos traduzir para vinho não fermentado, com as reservas também feitas acima, se o vocábulo vinho vier acompanhado do adjetivo novo, caso contrário o vocábulo vinho isolado, só pode significar vinho fermentado – alcoolico.

    Relembremos também que mesmo acompanhado do adjetivo novo, não significa de forma nenhuma, suco de uva, mas tão só que o estagio de fermentação do vinho se iniciou, o que provoca um sabor menos bom e um teor alcoolico menor.

    O vocábulo vinho (gr. oinos; hebr. yayin) usado na passagem, não está acompanhado do adjetivo “novo” (gr. neós) para indicar que sua fermentação estava apenas iniciando, vejamos:

    João 2.9, 10

    “E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (Gr. oinos) (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado água), chamou o mestre-sala ao esposo, e disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho (gr. oinos) bom e, quando já têm bebido bem (gr. methysthõsin = estiverem bêbados), então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.” (Gr. oinos = vinho fermentado).

    O texto não se refere a vinho novo ou suco, pois o vinho bom, o melhor, sempre foi considerado o velho, Jesus mesmo o considera como melhor:

    Lucas 5.39

    “E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor (gr. chrêstos = bom) é o velho”.

    Portanto, Jesus transformou a água no melhor vinho – o velho — oferecido pelo esposo dono da festa.

    A expressão dita pelo mestre-sala “bebido bem,” no texto Grego Original é “methysthõsin,” significando “estiverem embriagados”, não se tratando do inofensivo suco; e não foi em simples “suco” que a água foi transformada, pois tal contrariaria o texto que é taxativo em apontar bebida alcoólica que “embriaga” quando usada de maneira imoderada.

    Confirmamos pela fala do mestre sala, que o vinho (gr. oinos) antes oferecido pelo noivo era fermentado, embriagante.

    De que forma iria Jesus no casamento, possivelmente de familiares, dado o empenho de sua mãe e Dele e seus apóstolos terem sido convidados, prestigiar os noivos, para isso sua mãe O pressionou, transformando a agua em suco e não em vinho alcoolico que estavam bebendo?

    Mas mais, como o mestre sala faria tão rasgado elogio ao bom vinho (velho) se se tratasse de suco e não de vinho que ele estava servindo aos convivas desde o início do casamento?

    De outro lado, o costume entre os judeus, é que o noivo deve estar e permanecer em jejum no dia do seu casamento para não se embriagar com seus amigos convidados:

    “Em certas comunidades, o noivo e a noiva jejuam no dia do casamento, enquanto em outras só o noivo segue este costume. Alguns judeus crêem que, se não fosse obrigado a jejuar, o noivo poderia se reunir com seus amigos na celebração pré-nupcial e se embriagar, o que o deixaria em más condições para efetuar as formalidades legais envolvidas na cerimônia de casamento. Não se exige que a noiva jejue pois é considerado pouco provável que os amigos da noiva consumam ou a induzam a consumir bebidas alcoólicas.”
    (J. Kolatch Alfred. Livro Judaico dos Porquês, pág. 37, 3ª Edição: março de 2001, Editora e Livraria Sêfer Ltda, São Paulo, SP, Brasil).

    O costume do casamento entre os judeus é que há exceção para a noiva – em certas comunidades judaicas – pois é “pouco provável” que seus amigos a induzam a consumir bebidas alcoólicas.

    Assim do ponto de vista linguístico nada contribui, antes pelo contrário, para demonstrar que a palavra grega usada de forma isolada para significar vinho, pudesse significar suco.

    Do ponto de vista histórico, o costume é da realização da festa de casamento com bebidas alcoolicas, impondo-se jejum ao noivo para precaver a hipótese deste se embriagar, e não ficar em condições de realizar as formalidades legais a que está obrigado.
     

    A CEIA DO SENHOR 

    Também aqui a controvérsia é patente, pois alguns de nossos teólogos defendem que não pode a Ceia do Senhor, ter sido regada com vinho, e que a expressão usada no texto bíblico, fruto da videira, se refere a suco de uva.

    Defendemos que a expressão “fruto da vide” mencionado na Ceia do Senhor, de forma nenhuma significa “suco de uva”, ou algo não fermentado.

    O texto bíblico original, assim refere:

    (Mateus 26.29) “E digo-vos, que desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.”

    Qual o significado judaico e grego da expressão  “fruto da vide”? Assim ensina John Davis:

    “Fruto da vide, frase falada por Jesus por ocasião de instituir a Santa Ceia, Mt 26. 29; é expressão usada pelos judeus, desde tempos imemoriais, para designar o vinho que tomavam em ocasiões solenes, tais como, pela festa da Páscoa e na tarde do sábado (Mishna, Berakoth, 6. 1). Os gregos também empregavam a mesma frase, como sinônimo de vinho capaz de embriagar, Heród. 1. 211, 212.”
    (D. Davis, John – Dicionário da Bíblia, pág. 619. 12ª Edição, Confederação Evangélica do Brasil, JUERP).

    Até hoje, segundo o costume, os judeus festejam a “Páscoa” (hebr. Pêssach) com vinho alcoólico:

    “Como pessoas livres e importantes bebem vinhos bons de qualidade, deve-se procurar, para o Sêder, um vinho forte que contenha álcool e que, de preferência, não seja fervido. Como segunda opção, pode-se usar vinho fervido. Alguém que tem medo de tomar vinho, pois pode ficar tonto e não aguentar o Sêder até o final, é melhor que tome um vinho mais fraco. É mais importante participar do Sêder até o final do que beber um vinho forte. Uma opção é misturar vinho com suco de uva.”
    (Koschland, Meir. Meafelá Leor Gadol – Leis, Costumes e Motivos do Sêder de Pêssach, pág. 58, 2ª Edição, Multcorte Gráfica e Editora, São Paulo, SP, Brasil).

    Como todos os da família judia são obrigados a participar do Pêssach (Páscoa), apenas às crianças são dadas o simples “suco de uva”:

    “É correto dar às crianças suco de uva e não vinho.”
    (Koschland, Meir. Meafelá Leor Gadol – Leis, Costumes e Motivos do Sêder de Pêssach, pág. 60, 2ª Edição, Multcorte Gráfica e Editora, São Paulo, SP, Brasil). – O negrito é meu.

    Resulta assim evidente – entre os judeus – a distinção entre “vinho” e “suco de uva” na refeição Pascoal. O vinho servido por Jesus na páscoa é o mesmo servido na Santa Ceia, não era “suco da uva” mas sim vinho alcoolico.

    Por outro lado, muitos confundem “fermentação vinosa” com fermento, para justificar a impossibilidade do vinho usado na Santa Ceia não poder ser fermentado, por estar expressamente proibido o uso de fermento. No entanto esquecem que são coisa distintas que não se confundem.

    Assim nos ensina John Davies:

    “Dizem que pelo fato de ser proibido o fermento durante os sete dias da festa pascoal, o vinho usado nessa solenidade não devia ser fermentado. O argumento não procede. A fermentação vinosa nunca se chamou fermento.”
    (D. Davis, John – Dicionário da Bíblia, pág. 619. 12ª Edição, Confederação Evangélica do Brasil, JUERP).

    A fermentação vinosa era natural por não conter fermento, assim o vinho pascoal não recebia nenhum produto para ser misturado, mas era naturalmente o “bom vinho”, o superior:

    “O vinho tinto é servido tradicionalmente à mesa do Sêder porque o Talmud considera o vinho tinto superior ao branco.”
    (J. Kolatch Alfred. Livro Judaico dos Porquês, págs. 218 e 219, 3ª Edição: março de 2001, Editora e Livraria Sêfer Ltda, São Paulo, SP, Brasil).

    Sêder é uma refeição noturna que dá início a festa da páscoa entre os judeus, é mencionada em Mateus 26.17.

    Mateus 26.17

    E no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos diante de Jesus, dizendo: Onde queres que preparemos a comida da Páscoa?

    Nos tempos dos apóstolos ainda havia esse costume, e alguns cristãos bebiam imoderadamente no Sêder, o que levou Paulo a repreendê-los energicamente:

    1 Coríntios 11.21, 22

    “Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se. Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo.”

    O texto acima aponta vinho que embriaga presente na Ceia do Senhor. Vejamos como faziam os judeus para “enfraquecê-lo” na Páscoa:

    “Todos deveriam ter o cuidado de não o tomarem em excesso. Os meios empregados para neutralizar os efeitos perigosos do vinho, eram: 1. Enfraquecê-lo com água, 2 Mac 15. 39; Heród. 6. 84, como se pode ver no modo de celebrar a Páscoa em que os servos levavam uma vasilha com água quente para misturar no vinho que era usado nessa solenidade (Mishna, Pesachim, 7. 13; 10.2,4,7).”
    (D. Davis, John – Dicionário da Bíblia, pág. 619. 12ª Edição, Confederação Evangélica do Brasil, JUERP).

    A Bibliografia citada da literatura judaica (Mishna, Pesachim, 7.13; 10.2,4,7) é uma prova de que se usava vinho embriagante na “Páscoa” (hebr. pessach) desde tempos imemoriais, o qual Jesus se utilizou. A expressão “fruto da vide” era usada tanto por judeus como pelos gregos como referência ao vinho capaz de embriagar:

    “Fruto da vide, frase falada por Jesus por ocasião de instituir a Santa Ceia, Mt 26.29; é expressão usada pelos judeus, desde tempos imemoriais, para designar o vinho que tomavam em ocasiões solenes, tais como, pela festa da Páscoa e na tarde do sábado (Mishna, Berakoth, 6.1). Os gregos também empregavam a mesma frase, como sinônimo de vinho capaz de embriagar, Heród. 1. 211, 212.”
    (D. Davis, Jonh. Dicionário da Bíblia, pág. 619. 12ª Edição, Confederação Evangélica do Brasil, JUERP).
    Os líderes da igreja Cristã não deveriam ser pessoas “dadas” (gr. paroinos = escravo da bebida) ao vinho, isto é, “alguém que senta-se por muito tempo com o seu vinho, escravo da bebida” (Rienecker, Fritz; Rogers, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento Grego, pág. 461, 1ª Edição em Português: 1985, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, SP, Brasil).

    Isto é enfatizado nas devidas passagens de 1Timóteo 3.3,8; em Tito 1.7 é recomendado “um pouco” como algo medicinal.

    Concluímos relembrando os vocábulos usados no Antigo e no Novo Testamento e seus respetivos significados, lembrando ao mesmo tempo que era frequente na época misturar o vinho fermentado com agua e com especiarias.

    O vinho grego tido na época como o melhor, em face da tradição grega “obrigava” a diluí-lo com água, sendo considerado deselegante quem não o fizesse.

    Vejamos mais um importante ensinamento de John Davies:

    “O vocábulo hebraico yayin é etimologicamente igual ao grego oinos e ao latino vinus. Hamar é nome aramaico, e hemer é etimologicamente equivalente a ele empregado na poesia hebraica. A palavra hebraica yayin aparece na Escritura pela primeira vez, referindo-se ao suco fermentado da uva, Gn 9.21; não há motivos para crer que tenha outro significado nos lugares em que se encontra. O grego oinos também se refere a suco fermentado, salvo quando é acompanhado do adjetivo novo; mesmo assim, não se pode dizer que haja dois vinhos, um fermentado e outro não. O mosto chama-se vinho novo, e só se torna vinho por meio da fermentação. Dizem que pelo fato de ser proibido o fermento durante os sete dias da festa pascal, o vinho usado nessa solenidade não devia ser fermentado. O argumento não procede. A fermentação vinosa nunca se chamou fermento. Durante a páscoa, os judeus não deviam beber líquidos fermentados, nem mesmo provar o pão com fermento (Mishna, Pesachoth, 2).”
    (D. Davis, John – Dicionário da Bíblia, págs. 618, 619. 12ª Edição, Confederação Evangélica do Brasil, JUERP).

    Vale a pena ainda uma referencia ao vinho misturado:

    “O vinho com mistura era designado pelas expressões mesek, Sl 75. 8; mimsak, Pv 23. 30; Is 55. 11 (sic), e mezeg, Ct 7. 2, cada uma das quais designava vinho misturado com certas especiarias que lhe davam gosto agradável, Ct 8. 2; Plínio, Hist. Nat. 14. 19, 5, ou com água para enfraquecêlo (sic), Heród. 6. 84.”
    (D. Davis, John – Dicionário da Bíblia, pág. 619. 12ª Edição, Confederação Evangélica do Brasil, JUERP).

    O termo mesek denota “mistura de tempero (para uma bebida)” em Sl 75.8; mimsak denota “recipiente de misturar” em Isaias 65.11; mezeg, em Ct 7.2 denota “vinho misturado”, provavelmente “vinho temperado, quente”; algo que é reprovado em provérbios e outras partes das Escrituras:

    “Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado (mimsak).” (Provérbios 23.29, 30).

    Ressalto ainda em conclusão, que igualmente não procedem as referencias feitas por alguns, para justificar a possibilidade de confecção de suco de uva há algumas centenas de anos, ao livro escrito por columela, escritor Romano de Cadiz (Espanha) em seu livro “da agricultura”, que este já descreve um método de “parar” a fermentação do mosto, imergindo o recipiente que o contém em agua fria. O que se esquecem de referir, é que nessa descrição columela está descrevendo uma “receita” de vinho, acentuando o sabor doce do vinho, através de um método de expor e espalhar as uvas ao sol para acentuar o açúcar e só depois introduzi-lo em recipiente que será imerso nas piscinas romanas, para conservar o vinho por mais tempo atrasando o processo de fermentação. Tal método não tem referencia a qualquer espécie de suco, antes trata-se claramente de receita para um tipo de vinho mais doce, não necessariamente mais fraco, antes pelo contrário, mas notoriamente já vinho, porquanto já iniciado o processo de fermentação com a exposição das uvas ao sol, quiçá aumentado o teor alcoolico do mesmo realçando-se o açúcar com a maturação forçada ao sol, e o grau de álcool presente. Ademais a imersão em piscinas de agua natural não tem o condão de parar a fermentação já iniciada, mas tão só atrasá-la um pouco, permitindo a ingestão do vinho posteriormente, passados alguns meses, sem se estragar.

    Ademais, só após Louis Pasteur, se tornou possível fabricar suco de uva, evitando pela pasteurização, a fermentação vínica das uvas, e ainda assim sem eliminar toda a graduação alcoolica, que a lei Brasileira fixa entre 0,5% e 1% de teor alcoolico. Ademais só com Pauster foi explicado o processo de transformação do açúcar em álcool, não se sabendo até ele, que a euforia e sensação inebriante produzida pela ingestão de vinho se referia ao álcool presente neste pela reação química da fermentação das uvas.

    Assim qualquer tentativa de retirar o teor alcoolico do vinho antes de Pasteur, produzindo vinho não alcoólico, é mera ficção sem qualquer relação com a verdade cientifica e histórica.

    Concluo dizendo para não ser maçador, que a ciência demonstra à evidência os benefícios associados ao vinho, bebido moderadamente.

    Espero ter contribuído, para fazer luz, quanto a esta questão que continua dividindo tantos teólogos, e ajudado a compreender que nada a não ser o próprio homem, pode decidir o que mais lhe convém. Deus espera de nós, que possamos em nosso livre arbítrio tomar as decisões que melhor se adequem ao nosso foro intimo e que sejamos capazes de em qualquer situação dizer basta, quando o caminho escolhido nos possa afastar de Jesus.

    Assim a decisão é tua, querido irmão, não só em relação ao vinho, mas em relação a tudo na vida. Se o vinho por fraqueza ou outra qualquer situação (alcoolismo) tiver hipótese de te dominar, e te impor uma conduta viciosa, aconselho veementemente a não beber.

    Se crerdes que não há nenhuma proibição bíblica, para ingerir vinho moderadamente, e não tiveres nenhum problema de alcoolismo ou outro vicio, toma vinho sem medo meu irmão, que Deus quer que comamos e bebamos o melhor desta terra.

    Porém se crerdes que há proibição bíblica para a ingestão de vinho ou outra bebida alcoolica, não tomes, porque estarias pecando.

    A comissão deixada por Jesus, entre outras, foi a de fazer tudo com fé para a gloria do Senhor.

    “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1Co 10.31)

    Abatiá 04 de janeiro de 2017

    Jose Manuel Godinho Fialho

    Responder
    1. Rafael

      Muito bom texto José Manuel, as pessoas gostam de complicar a vida dos outros criando regras que elas mesmas tem dificuldade em cumprir, e o que o mal mais quer é que sejamos prisioneiros de tradições e crendices pois nos diminuiria o campo de ação onde quase tudo na vida se tornaria pecado. Na bíblia está escrito “tudo me é lícito mas nem tudo me convém” 1 Coríntios 6:12 , cada um deve saber sobe si o que convém ou o que não convém, “Mas cada indivíduo avalie suas próprias atitudes, e, então, saberá como orgulhar-se de si mesmo, sem viver se comparando com outras pessoas.” Gálatas 6:4 , “Contudo, se nós tivéssemos a cautela de julgar a nós mesmos, não seríamos condenados.” 1 Coríntios 11:31 , ” Desta forma, saberemos que somos da Verdade e acalmaremos o nosso coração na presença dele; pois, se o coração nos condena, Deus é maior que nosso coração; Ele é conhecedor de tudo. Portanto, amados, se o nosso coração não nos condena, temos coragem diante de Deus.” 1 João 3 : 19, 20, 21. Temos que ser maduros o suficiente para discernir o que convém do que não convém, o que é crime e pecado do que não é crime e nem pecado, “Não sejas demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?” Eclesiastes 7:16, a questão está aí pessoas que gostam de ser demasiadamente justas e sábias e procuram usar a palavra para ditar o que as pessoas devem ou não fazer quando na verdade que quem leva a esse entendimento é o Espírito Santo, que é quem nos guia por toda a verdade. Fique na paz e que o Espírito Santo seja o nosso guia e ilumine nossos caminhos.

      Responder

      1. Obrigado Rafael. É sempre bom ouvir um elogio, embora não tivesse sido essa a minha intenção mas tão somente reforçar a sabia posição do autor, complementando o seu ensino e comprovando que muitas das teorias associadas a proibição da ingestão de vinho ou outro liquido alcoolico, contradizem a bíblia que nos ensina não ser pecado tomar bebidas alcoolicas moderadamente.
        Ao reler o texto verifico que tem alguns paragrafos que remetem para anteriores afirmações a que vcs não tiveram acesso, pois tive que cortar bastante o texto do estudo inicial, por questões de espaço do blog. Assim quem tiver interesse em acessar a totalidade do estudo, com transcrições profusas das escrituras, quer do Antigo quer do Novo Testamento, e das traduções mais genuínas do Hebraico e do Grego, pode acessar aminha página atrves do link: verdades-biblicas-hoje.webnode.com e no site clicar em estudos biblicos. Se quiser fique à vontade para fazer os comentários que desejar.

        Responder
  13. Henrique Souza

    A primeira coisa que vc tem que ver antes de fazer qualquer coisa é pegar o estatuto da sua igreja e ler nele se pode beber, se lá estiver dizendo que pode, então não haverá problema nenhum, pois o estatuto é maior que a Bíblia (na maioria das denominações é sim). Se vc resolveu se limitar a um lugar com doutrinas e ensinamentos limitados e próprios então deve segui-lo. Saí dela povo meu.
    Se o que Deus planejou pra nós e até não permitiu que fosse dito a Daniel sobre a era da Igreja é isso aí, estamos perdidos, Deus tem muito mais para nos dar do que essa confusão que esta acontecendo.
    Paz e bem.

    Responder
  14. Elias Lopes

    A paz a todos!
    Sou Pastor Elias Lopes.
    Lendo este artigo e comentários, decidi contribuir com meu conhecimento.
    Foram citadas muitas referências bíblicas de que a Bíblia não proíbe o uso de bebidas alcoólicas.
    Porém eu te pergunto como vc vê o uso dá maconha hoje?.. como vc vê o uso de cocaína hoje?..
    Repare que são drogas que num futuro próximo aqui no Brasil serão liberadas.
    O Apóstolo Paulo diz que o ato só é pecado quando está na Lei, se não ouver Lei contra isso não é pecado
    Romanos 5:13 ” Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei.

    O Cristão deve entender que ele é exemplo para outros, somos a luz do mundo, o sal que faz a diferença.
    Mesmo não sendo pecado não podemos fazer o uso.
    Se nôs comportarmos como o mundo se comporta como podemos ser referência para eles?
    Temos aqui na igreja uma pessoa que está vendendo as roupas para comprar cerveja, porque não consegue se livrar do vício, como eu pastor que bebo posso ajudar esta pessoa?
    Temos que olhar na visão de Cristo, ele abriu mão de ser Deus para provar a nós que podemos ser igual a ele, e penso que ele sofria estas mesma paixões que nós mas se limitava para ser um sacrifício vivo para nos salvar .

    Amanhã as pessoas vão dizer é postar, ” não é pecado dá um tapinha na maconha” porque?, Porque a Bíblia não fala sobre a maconha!

    O que devemos fazer é conhecer a Deus, estamos ligados a uma igreja, a um ministério porque isso é essencial para nossa sobrevivência em Deus porque Deus virá buscar sua noiva e um reino dividido não subsistirá.
    Os ministérios desenvolvem suas regras de fé segundo a orientação do espírito santo.

    Pense dá seguinte forma, o estatuto dá igreja está sendo elaborado então vamos fazer assim os que se sentirem fortes para controlar o consumo de bebidas alcoólicas e/ou drogas lícitas o podem fazer, porém aqueles que não forem capazes de controlar o uso dos tais ditados acima torna- se pecado o seu uso.

    Isso seria ridículo!!
    Tudo que vc vai fazer o se associar neste mundo existe regras, agora para servir a Deus, nosso Deus que se determina como o EU SOU! Em que todo poder está em suas mãos, queremos fazer de qualquer jeito.

    Devemos orar e pedir para o Espírito Santo nos convencer de nossos erros e desejos que o desagradam, porque está é a função dele nos consolar nos convencer e ainda nos aperfeiçoar até o dia dá vinda de Cristo.

    Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. João 15:26

    E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Hebreus 10:15

    Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. 2 Coríntios 7:1

    Não podemos decidir ser cristãos​ porque é moda ou é o momento dá mídia.
    Devemos aceitar de coração a ponto de aceitar a vontade de Deus!
    Se enfrentamos uma grande dificuldade para deixar de lado algo tão insignificante imagine se formos escolhidos para viver uma prova maior de nosso amor a Cristo como Estevam
    Que foi apedrejado por amor a servir a Cristo e perdoou os que lhe matou.

    E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. Atos 7:59.

    Ser Cristão é bem mais do que se sentir livres para fazer o que bem entende é questionar o Espírito Santo, qual seja a boa agradável e vontade de Deus para nós!

    Tenha intimidade com o Espírito Santo que todas estas questões serão esclarecidas!!

    Fiquem na paz, de Deus

    Responder
  15. Elias Lopes

    Completando o meu comentário!?
    Quando vc vê uma propaganda de cerveja na TV no outdoor, quem lhe oferece a cerveja? Sempre uma mulher semi nua! E se não ouve-se a intervenção do ministério público lançando uma lei que proibia a propaganda com mulheres nuas hoje a nudez seria a propaganda das cervejaria!

    Isso não é pra nós, somos especiais, lembrem-se de Daniel que negou os manjares do Rei, o Rei hoje é o mundo, os manjares suas impurezas e o comportamento de Daniel é nossa separação e preparação para irmos morar no Céu.

    Amém.

    Responder

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