A Realidade da Vida Cristã

“No dia seguinte, quando desceram do monte, veio-lhe ao
encontro uma grande multidão.” Lc 9.37

Bem que Pedro quis ficar no topo do monte. Afinal de contas, a experiência ali vivida tinha sido de tal impacto, que para ele, João e Tiago, sem dúvida, seria excepcional ali ficarem por muito mais tempo, desfrutando daquela companhia especial que ali vislumbraram.

No entanto, Cristo vai chamá-los a descerem. A transfiguração, que para o Mestre deve ter sido também um momento especial, pelo sentido e significado que trazia em si, com a ligação da lei e da profecia, se consubstanciando na revelação corpórea do Filho de Deus para a redenção do homem, teria que ser deixada para trás, pois novos desafios ainda existiam.

E deixando a exaltação do monte, chegaram à tribulação do vale. Lá, o esplendor e a glória, aqui a frustração e o sofrimento. Lá Moisés e Elias, dois gigantes da fé, aqui um pai perplexo e discípulos frustrados. Lá a magnificência da presença de Deus, aqui a baixeza da manifestação demoníaca.

Assim é a vida cristã. Altos e baixos, subidas e descidas, aclives e declives. No dia-a-dia que enfrentamos, temos que estar preparados para conviver com situações favoráveis e momentos contrários. A alegria de uma noite pode ser o prenúncio de um dia tenebroso, ou vice-versa.

Foi isto que Cristo ensinou aos três discípulos mais chegados. Depois da sublimidade da transfiguração, a enfermidade da epilepsia. Mais ainda: ensinou que tanto lá como cá, o crente tem o que fazer e o que realizar. Lá, interagiu com Moisés e Elias, enquanto aqui vai curar o jovem atendendo à oração do pai de pouca fé.

Como estamos nós vivendo? Preparados para os momentos sublimes da vida, mas também.

Faze-me, Senhor estar sempre lutando pelo melhor em minha vida, mas que esteja preparado também para o momento da dificuldade e da dor.

Luiz, SP

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